já leram.


C.A.H. 8

Capítulo Um

Doze dias. Duzentas e oitenta e oito horas. Dezessete mil e duzentos e oitenta minutos. Um milhão, trinta e seis mil e oitocentos segundos. Sem . Obcecada? Sim, obrigada.
E, para completar, meu corpo parecia estar estranhando o meu emocional sem e estava recusando comidas que eu normalmente mataria para poder comer. Eu estava fraca, enjoada e desfalecendo. É claro, eu não contei a . Eu não queria deixá-lo preocupado e fazendo shows ruins por minha causa. Nem devia ser nada demais, podia ser que eu estivesse estudando demais.
Eu botei na minha cabeça que era tudo culpa da minha faculdade e da minha nova péssima alimentação mais noite de sono mal dormidas por ficar listando todas as coisas que eu mais amava e sentia falta de para ele, através do telefone. Talvez eu apenas devesse perguntar a ele se ele sentia-se tão fraco quanto eu, já que estamos dormindo mal juntos. Ou melhor, não dormindo.
Bom, então o problema era a comida e a falta de sono. Com isso, decidi comer coisas saudáveis e matar aula no dia seguinte para recuperar o sono da noite que eu não iria dormir, esperando terminar o show para me ligar.
- Um sanduiche natural e um suco de laranja, por favor - Eu pedi, orgulhosa de mim mesma e da minha nova alimentação saudável.
Tanto a atendente da cantina quanto , minha nova amiguinha da faculdade, olhavam estranho para mim, por causa do meu pedido. Normalmente, eu pedia enormes e calóricos hamburguers.
- O que deu em você? - perguntou-me, parecento altamente surpresa. Fingi que não entendi - A comida!
Pareci ter ficado surpresa enquanto apontava para uma mesa ali perto, onde poderíamos comer em paz.
- Tenho passado mal e tudo mais.
Como se a menção do 'tenho passado mal' tenha chamado, meu mundo girou e eu agarrei o braço de com força, sentindo as pernas falharem.
- ? - Eu ainda ouvi, sentindo as mãos dela em meus braços, tentando me segurar.
Ok, eu aprendi que quando a gente acorda e vê branco, definitivamente, não pode ser bom. Normalmente, isso significa hospital e não lençol (porque o meu é lindo e vermelho) ou (que é creme clarinho, NHAC).
- Oi! - cumprimentou-me, assim que me viu de olhos abertos - Você me assustou, tudo bem?
Eu via três s e a Terra ainda estava girando, mas eu apenas concordei com a cabeça, não querendo preocupar ninguém e me preocupando em descobrir onde eu estava.
Reconheci a enfermaria da faculdade. Só tinhamos eu, e uma senhora de branco que sorria espertamente para mim. Eu não gostei nem um pouco do sorriso dela.
- Ahn... Foi o que eu comi?
riu e a senhora continuou sorrindo esquisito pra mim.
- O que você não comeu, você quer dizer - falou, o riso ainda brincando em sua face e dando-lhe um ar divertido um pouco incomum para ela.
Mordi o lábio, me arrependendo de todas as porcarias que eu comi nos últimos dias. Só podia ser anemia. Droga, agora teria que comer e beber sucos de coisas verdes nojentas.
- Na verdade, querida... - A senhora enfermeira falou, chamando minha atenção para ela - Você tem que fazer um exame para que possamos dizer o que você tem.
Pronto! Iam me furar toda e aí me dizer que eu tinha anemia e ia entrar em colapso, pegar o primeiro avião (não que isso fosse me deixar triste... hehehe) e deixaria milhões de fãs decepcionadas com ele (e isso me deixaria triste).
Surpreendendo-me, ao invés de pegar uma seringa com uma agulha enorme para coletar meu sangue, a enfermeira entregou-me uma caixinha.
arregalou os olhos para o objeto em minhas mãos e depois olhou para mim, mostrando todo o seu choque. Eu franzi as sobrancelhas pra ela e, então, encarei o objeto que causou todo aquele espanto nela.
E aí eu entendi. E a minha primeira reação foi pegar o celular e olhar o calendário. A verdade me bateu como um martelo na cabeça: Eu estava atrasada há três semanas e nem havia percebido.
A data posterior a hoje brilhou sob meus olhos. havia chegado a Liverpool ontem.
Eu larguei o celular, assustada.
- Tudo bem - murmurou pra mim - É só fazer, pode ser um alarme falso!
Eu queria gritar com ela "Não era um alarme falso!" Eu sabia que não era! Mas resolvi apenas respirar fundo, concordar com a cabeça e deslizar pra fora da cama, a caminho do banheiro.
deu uns tapinhas em minhas costas para me confortar, mas eu só conseguia desejar que fosse ali.
Caminhei até o banheiros em passos de formiga, sentindo que eu só precisava de alguns segundos para minha vida fazer um trezentos e sessenta de mudança completamente aloprada. Um bebê. Como eu cuidaria de um bebê se eu nem ao menos cuidava de mim mesma? Eu podia ouvir, claramente, a voz da minha mãe dizendo “você devia ter pensado nisso antes” e eu devia mesmo.
Eu me tranquei no banheiro, mesmo com tentando me acompanhar, aquilo era algo que eu devia fazer sozinha, já que não estava aqui.
. O que eu diria à ? O momento era simplesmente péssimo para um bebê. O que nós havíamos feito?
Encarei a caixinha e a abri, resignada. Eu não teria opção, eu teria que fazer aquilo, então, que fosse logo. Sentei-me no vaso e tomei as devidas recomendações para o exame e, por fim, deixei-o abandonado na pia, vendo-o, aos poucos, ganhar o tom rosado que significava o positivo. Eu sabia e suspirei, cansada, que fosse assim.
Deixei que algumas lágrimas assustadas caíssem antes que eu as limpasse e tomasse coragem suficiente para sair do banheiro e entregar o palitinho à . Ela murmurou um “ah, ” e me abraçou.
- Então não era a comida, afinal - A enfermeira disse. Concordei com a cabeça, meio lerda ainda - Mas acho que seria melhor melhorá-la, de qualquer forma. Seu bebê vai precisar que você pense na saúde dele.
Coloquei a mão na cabeça, pensando no que eu poderia fazer e sentei-me à beirada da cama, totalmente perdida. agarrou minha mão, posicionada em cima das minhas pernas e a enfermeira saiu, dando-nos privacidade pra seja lá o que fosse que viesse agora.
Eu queria me deitar na cama e me esconder comendo pipoca até retornar e me salvar de mim mesma. Eu tinha medo que ele me deixasse, mas eu sabia, no fundo, que era tolo.
- E agora? - Eu não segurei a pergunta que eu mesma me fazia.
sorriu para mim, tristemente. Eu duvidava que ela soubesse o que fazer, também, mas ela era uma boa amiga e inventaria algo que me distraísse.
- Agora? Bom, agora você tem que comprar uma passagem de avião.
Eu pisquei, sem entender e ela sorriu pra mim, compreensiva. Apertou minha mão como se aquilo fosse me passar alguma espécie de força e esperou.
- Como? - Perguntei, vendo que ela não completaria sem que eu a perguntasse.
Ela sorriu.
- Bom, acho que nós temos que fazer sua mala e te mandar para onde? Hm... Glasgow? Não é lá que o está?
- Liverpool - Eu respondi.
Ela sorriu.
- Bom, acho que alguém está indo pra Liverpool, então.









+12 comentários
Isabela
187.121.144.120
Enviado em 24/07/2014 as 11:53 pm
Que lindoooooo *—* , quase chorei com a reção dele *-*

Selecionar comentário Juh Fletcher A.
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Enviado em 30/11/-0001 as 12:00 am
A melhor serie *-* Amo de mais a C.A.H ela ? op meu xod?. *-*

Selecionar comentário Juh Fletcher A.
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Selecionar comentário Nate
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adoorei! tao boa quanto as outras!

Selecionar comentário Cris M.
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Enviado em 30/11/-0001 as 12:00 am
AAAAH! QUE LINDO *-* essa s?rie ? perfeita *—–* parab?ns Leka =D

Selecionar comentário Claudia
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Enviado em 30/11/-0001 as 12:00 am
um bebe que lindo *——-* aain a rea??o dele foi das melhores ele foi muito fofo com ela *-* parab?ns fic linda :m

Selecionar comentário Gesi
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Enviado em 30/11/-0001 as 12:00 am
haaain que fofoo!! amei a rea??o dele!!!! beijinhos

Selecionar comentário La Poynter
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Enviado em 30/11/-0001 as 12:00 am
aaaaaaaaaaaaaaaah morri . fofa demais *-*

Selecionar comentário Camila
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awn que fofo adorei *0*

Selecionar comentário Giny
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Ficou perfeita valeu a espera! eu ameeeeeeeeeeeeei um beb? perfeito Judd meu deus DOIS?! como eu vou aguentar DOIS?! ficou realmente muiiiiiiiiiiiiiiiiiito bom Leka parabens pela fic com mais continua??es!

Selecionar comentário carol
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Enviado em 30/11/-0001 as 12:00 am
primeiro comentario q lindo *-* um bebe judd own