já leram.


C.A.H. 5

Capítulo Um


Ele me chamou com o dedo e eu respirei fundo, caminhando até ele.
‘Como você consegue?’ Eu soltei, sem ar.
Ele riu, me puxando pela cintura pra um abraço, que eu consegui ficar sem, por mais de dois meses. Eu respirei todo o perfume que eu podia, o que fez meu corpo todo estremecer por intoxicação com o contato intenso após a escassez extrema.
‘Eu só me acostumei!’ Ele sussurrou com a voz falha. Parece que alguém está com tantos problemas quanto eu.
A porta se abriu com um estrondo. Acho que a chutou, enquanto grudava nossos lábios com extrema urgência. Mesmo assustada com a repentinidade (e eu acho que nunca vou me acostumar com ela) da atitude inesperada, eu logo agi, passando minhas pernas pela cintura dele.
me fez gemer, apertando minhas coxas com força e me imprensando na parede, fechando a porta com a mão que ficara livre. Mas é claro que ela ficar livre momentaneamente não significa que ela não vá se divertir, não?
‘Senti falta deles’ Ele sussurrou, meio afetado de admiração e pela falta de ar, enquanto enchia as mãos nos meus seios, como uma criança nos doces após o halloween.
‘Só deles, né?’ Eu disse, arfando com a voracidade que ele me acariciava e abafando gemidos no pescoço dele. Dois meses, né?
Ele riu e jogou metade da penteadeira ao chão pra me colocar sentada nela, encaixando-se entre as minhas pernas, o que me fez gemer alto por mostrar que ele já estava ‘animadinho’.
‘Claro que não’ Ele respondeu, mordendo os lábios. As mãos dele escorregaram para a minha cintura e, antes que eu percebesse, minha blusa havia ido embora. Lembram do o universo paralelo das roupas perdidas? Então, deve ter ido pra lá. Ele correu as mãos pelo meu tronco despido, parando na barra da minha calça, puxando-a para baixo pela fivela. ‘Senti fala de muitas coisas mais’ E me beijou.
‘Hm’ Eu murmurei ‘Que coisas mais?’ Perguntei, sentindo os lábios dele descerem para os meus seios. Eu arrepiei.
Ele queria brincar? Eu tive que me perguntar isso porque ele estava descendo os beijos pela minha barriga, sem sinal de se irritar com as roupas que eu ainda vestia. Caramba, foram dois meses. Eu estava a perigo. MUITO a perigo. Eu queria chegar logo nos finalmentes e tudo mais.
Por causa disso, eu puxei de volta e lhe arranquei a blusa, encarando-lhe nos olhos. Aqueles olhos que me faziam tremer. Ele sacou a informação.
‘Apressadinha’ E riu.
‘Você que é lento’ Eu murmurei, abrindo o botão da calça dele.
‘Sou lento, é?’ Ele encostou o nariz no meu, puxando minha calça em direção ao joelho, enquanto se aproveitava pra arranhar-me pelo caminho.
Eu devia segurar a minha língua.
‘Às vezes é’ Eu disse, sorrindo afetada.
Então, onde foram parar nossas calças? E as roupas intimas? E o ar?
agarrou minhas pernas com mais força ainda e me penetrou com muita eficiência (caham) e rapidez, colocando tudo que podia dentro de mim.
Eu joguei minha cabeça pra trás, gemendo alto, agarrando o que eu alcançava, que, no momento, eram os ombros de .
Ele se afastou um pouco de mim, se preparando pra investir com mais força do que o normal, só pra me ouvir gritar mais. E quando ele o fez, um barulho muito assustador, impediu-me de fazer o que ele queria da maneira que ele queria:
NHEEEEEEEEEEEEEEEEEEC!
Eu me sobressaltei, abraçando com força, assustada. Sendo muito eficiente, ele me segurou pelas coxas e pela cintura, erguendo-me para longe da penteadeira.
Adoro eficiência.
‘Acho que ela não gosta da gente’ Ele sussurrou. Eu ri, sem jeito, encostando nossos lábios, ligeiramente incomodada com o fato dele estar posicionado, mas sem movimento algum. Isso, é claro, foi logo resolvido. ‘Confortável?’ Ele me questionou, me deitando em uma das quaro camas de solteiro do quarto.
Confortável não era bem a palavra e a cama não era nem um pouco, mas podia se fazer um esforço nessa hora pra agradar o bonitão.
Rindo, eu passei meus dedos pelo cabelo dele. Ele sorriu, me encarando nos olhos de brilhantes , mostrando satisfação por estar comigo. Nossos lábios se encontraram antes que eu sentisse que ele havia retomado os movimentos.
Eu cravei minhas unhas nas costas dele, mordendo-lhe o ombro pra abafar os gemidos altos demais. Ele, por outro lado, não se preocupava nem um pouco com isso, gemendo muito mais alto que eu.
Então, três coisas aconteceram ao mesmo tempo:
1 – Eu mordi mais forte e ainda consegui gente entre isso, por causa do orgasmo absurdo que eu tive, tremendo da cabeça aos pés;
2 - gritou, talvez por ter sofrido da mesma sensação que eu, talvez pela mordida, eu não sei. Fato que ele gritou e desabou sobre mim com mais intensidade que o normal;
3 – A intensidade foi maior porque a cama havia desabado com um estrondo.
Assim que eu consegui absorver a informação e por os fatos em ordem, eu comecei a gargalhar. demorou alguns segundos mais pra me acompanhar, tentando descobrir se eu não havia me machucado.
Mas os risos logo se cessaram e a gente ficou se encarando com sorrisos bobos idênticos no rosto de cada um.
Dois meses, dois longos e tediosos meses, mas estávamos juntos de novo.
E com uma cama quebrada para comprovar isso.
‘Senti muito a sua falta’ Eu sussurrei, passando minhas mãos pelos braços dele. Ele sorriu idiotamente tal como se eu lhe dissesse que havia ganho o Oscar.
Ele escondeu o rosto no meu pescoço (o que me fez arrepiar mais um pouquinho) e suspirou, cansado.
‘Eu emagreci?’ Perguntou.
O questionamento, aparentemente aleatório, me deixou altamente confusa.
‘Eu não sei. ’ Dei de ombros. ‘Por quê?’
‘Uns meses atrás, eu era pesado demais pra você’ Ele sorriu.
Meu sorriso acompanhou o dele, na recordação.
‘Fiquei mais forte’
Ele gargalhou de mim e me mordiscou o pescoço.
Sabe, às vezes, isso era mais gostoso que o próprio... er... Ato em si. Não sei, ficar assim juntinho a abraçadinho, fazendo carinhos um no outro era tão... Gostoso. Principalmente depois do tempo que a gente esteve longe um do outro. Era como se tudo que aconteceu comigo nesses meses não estivesse no lugar certo e eu só estivesse me encontrado agora.
Por outro lado, eu podia sentir a diferença que os meses haviam causado nele. Ele, sem duvidas, estava mais forte e suas coxas mais definidas (talvez por subir e descer os três andares por escada várias vezes por dia). Ele parecia mais maduro e seguro de si, isso deve ter sido porque asseguraram-lhe que ele era bom em alguma gravação. Seu cabelo também estava maior e ligeiramente mais claro. E tinha muita alegria nos olhos dele.
É claro, ele estava fazendo o que ele gostava, claro que estava alegre. Como eu, mera mortal, poderia ficar choramingando por não tê-lo perto de mim quando ele demonstrava que estava tão feliz pelo que ele fazia?
‘O que foi?’ Ele me perguntou, percebendo que eu encarava descaradamente com um sorriso no rosto.
‘Nada’ Eu sorri. ‘Estou vendo como dois meses fizeram bem à você’
‘Hm, então eu também tenho direitos’ Ele se apoiou em um dos braços, levantando um pouco o corpo pra me olhar, apoiando o rosto em sua mão. A mão livre correu pelo meu braço, carinhosamente. ‘Você está muito mais linda do que eu me lembro’
Eu corei absurdamente. Mamãe havia dito que meu corpo estava mudando por causa do... Er... Bom, porque eu havia dormido com . Algo sobre a cintura e o quadril, mas era algo tão sutil que eu esperava que ninguém percebesse.
Mas foi bem na cintura que a mão de parou, com um sorriso muito fofo no rosto.
‘Bobagem’ Eu sussurrei, tentando não falhar a voz. ‘Foram só dois meses’
Ele sorriu de lado e curvou-se pra me beijar. Nesse momento, a porta se abriu e eu ouvi algumas exclamações de ‘woooooooooah’. jogou o lençol por cima de mim e levantou um pouco o corpo pra saber o que estava acontecendo.
Eu não via de onde eu estava porque os restos da cama não deixavam, mas eu não precisava ver pra ter certeza.
resolveu pegar mulher’ Ouvi a voz de zoar, cantarolando as palavras com gosto.
‘Aleluia, Senhor, ninguém te agüentava mais com mau-humor de “não vou trair, vai coçar seu saco" complementou.
Eu ri, nasaladamente, vendo olhar pra mim com os olhos arregalados.
‘Bom saber que vocês o apóiam quando ele resolve não me trair’ Eu disse, segurando os risos.
‘EWW!’ Eu ouvi uma exclamação ‘Vamos embora, to começando a imaginar eles lá embaixo’ disse, eu gargalhei.
‘EWW!’ Ouvi e soltarem, também, antes de bater a porta.
riu, baixinho, e voltou a se deitar.
‘Eles são uns idiotas’ Sussurrou.
‘Eu sei’ Sussurrei de volta.
Ele suspirou e escondeu o rosto no meu pescoço.
‘Não quero que você vá embora’ Ele fez bico e depositou um beijo onde alcançou.
‘Eu também não queria ir, mas eu pretendo terminar o segundo grau, ao contrário do meu lindo namorado que tem uma banda que vai fazer muito sucesso e vai ficar rico, garantindo que eu não precise fazer faculdade’.
Ele riu e me abraçou forte.
‘Quando eu te vejo de novo?’ Senti que ele fazia bico outra vez. Meus olhos marejaram.
‘Quando você puder ir me ver’ Minha garganta embargou, senti que não conseguiria falar nada além disso.
Ele me abraçou mais forte e eu senti que nós dois íamos adormecer...