já leram.


C.A.H. 4

Capítulo Um


Eu não sabia exatamente a hora que ele viria me buscar aqui em casa, então eu ‘acordei’ às 8.
Ok, não acordei porque eu não dormi. Tomei uma decisão: Resolvi contar pra minha mãe os últimos acontecimentos.
Minha mãe era legal, eu achei que ela entenderia, mas ela surtou. Gritou comigo e disse que eu tinha sorte do ser um garoto tão respeitável. Ah, é claro que eu adorei. Ela praticamente me chamou de puta e meu namorado de santo. Santo do pau dur... opa, oco.
Depois disse, quase às 11 (eu tive que detalhar pra minha mãe, oras!), disse à ela que ele viria me buscar em breve pro primeiro show da banda dele. Ela só faltou bater palminhas de tanta felicidade e resolveu me ajudar a escolher uma roupa não-tão-pequena-mas-não-tão-comportada. Mães... Quem entende?
Assim que a roupa estava arrumada em cima da minha cama junto com os sapatos favoritos da minha mãe, que ela resolveu me emprestar, o almoço estava na minha barriga e o meu banho, devidamente tomado, cacei meu celular e encontrei uma sms do , dizendo que me pegaria às 15:30. Olhei pro meu relógio, era 14:45 e eu ainda estava enrolada na toalha (não que ele não fosse se importar, mas aposto que não ia gostar de me botar assim num meio de machos).
Corri pra me arrumar, acho que nunca fiquei tão gata tão rápido. Eram 15:27 quando eu ocupei meu lugar no sofá na varanda de casa e exatamente dois minutos depois, eu vi o carro de estacionar bem ali na frente. Adoro a pontualidade.
‘Oi’ Ele se aproximou, subindo às escadas da varanda, enquanto eu aguardava em pé, ao lado da porta. ‘Me esperando há muito?’ Sacodi a cabeça, negando. ‘Seus pais estão em casa?’
‘Minha mãe está’
Eu sabia que ele fazer isso, pensei enquanto ele me puxava pra dentro da casa. Por isso que contei pra minha mãe. Já pensou se o simplesmente resolve fazer isso sem que eu contasse? Tava ferrada!
‘Oi, Srª sorriu, na entrada da sala.
‘Querido!’ Ela sorriu e se levantou pra abraçá-lo. Aposto que se minha mãe tivesse a minha idade, ela tiraria meu namorado de mim. Vou deprimir e me jogar da ponte. Ok, eu não vou não.
Não tenho ciúmes da minha mãe com meu namorado, não tenho.
Vamos logo, ?
‘Ahn, então’ Ele respirou fundo. 'Eu queria meio que comunicar, meio que pedir permissão... Bom, eu e a estamos namorando'
'Oh, sim!' Ela comemorou 'E eu acho ótimo!'
'Então, a senhora não vai se importar se eu sequestrá-la essa noite?' Ele sorriu.
'Eu vou pensar se aceito devolução.' E os dois sorriram.
Ótimo, minha mãe e meu namorado discutem a minha guarda enquanto eu fico sorrindo, feito babaca, esperando a boa vontade do meu namorado de ir pro carro.
Apertei a mão dele com mais força e ele olhou pra mim, sorrindo mais com os olhos do que outra coisa. Acenamos pra minha mãe e descemos de mãos dadas até o carro.
'Mademoiselle...' Ele abriu a porta do carro pra mim, com uma pequena reverência. Eu sorri, lhe dando um selinho, e entrei.
Ele deu a volta e entrou no carro jogando o cabelo. A mão dele procurou a minha coxa, apertando, e seus lábios procuraram os meus com uma urgência que chegou a me assustar.
'Tô nervoso' Ele me disse, com cara de cachorrinho abandonado, assim que encerrou o beijo.
Eu ri da carinha fofa que ele fez e mordi uma de suas bochechas.
'Eu reparei' Ele sorriu de lado e se jogou contra a poltrona, respirando fundo. Rindo, passei a minha perna livre pelo colo dele e me acomodei. 'Vamos relaxar?' E me pus a beijar o pescoço dele.
'Assim eu vou ficar mais tenso' Ele me disse, um minuto depois, apertando minha cintura e a minha coxa com força. Eu parei de beijá-lo e encostei minha testa na dele.
'Vai dar tudo certo, deixa de ser bobo' E sorri.
Ele me deu língua e a gente se beijou.
Caham, dez minutos depois, a gente conseguiu sair com o carro. Não, não tinha nenhum carro fechando a gente. Prefiro não comentar.
Encostei a cabeça no banco, olhando pra durante todo o percurso. Ele ficava muito lindo dirigindo, todo concentradinho, todo sério. Às vezes, quando ele parava em um sinal, ele olhava pra mim e fazia careta por eu estar encarando-o. O que eu podia fazer se eu tinha o namorado mais lindo e perfeito de tooooodo o mundo?
Não faço idéia de quanto tempo durou a viagem. Por que eu estou me ligando tanto no tempo, hora e etc? Não importa, sei que ele desceu do carro e me esqueceu ali dentro e estava quase entrando na casa de show quando ele voltou correndo pra me buscar.
‘Desculpa, tô nervoso’ Ele disse e eu só ri da cara dele.
'Já disse pra relaxar' Eu sorri.
'Ok'
Assim que a gente pisou dentro da casa de show, eu senti o olhar das cocotinhas passar de 'nossa' pelo pra 'te odeio' pra mim. Adoro! Realmente, sempre quis ser mulher de um rockstar e ter metade do mundo me odiando.
Mentira.
me levou até umas mesinhas onde estavam os caras da banda dele, um adorável , Um engraçado e um doce . Não que eu não os conhecesse, eu conhecia e eles eram meus brothers, mas eu gosto de elogiar.
'Eae, ?' Os meninos me cumprimentara. Eu me sentei e me deu um selinho, dizendo que ia buscar bebidas.
'Que viado!' socou a mesa. 'Ele nem contou que vocês tavam juntos'
'Tem dois dias, ' Eu ri.
'Mas ele contou' olhou feio pra ele. 'Você que estava distraído e não ouviu.'
'Ele ficou a meia hora do lanche falando isso, ontem' revirou os olhos e os desfocou 'Vai lá'.
'O que?' Ninguém entendeu, inclusive eu.
' está sendo atacado' Ele disse. Eu me virei, pronta pra socar a alma desnutrida que estava atacando meu namorado e me levantei, batendo os pés até o bar.
Era uma loira de fármacia com olhos-de-contato-cor-de-capim com o decote quase nulo, mas mesmo assim, indo até o umbigo.
'Oi' Eu cheguei por trás dela. Ela me olhou como se dissesse 'se enxerga, guria' e voltou a falar qualquer coisa com o , que agora estava tentando contorná-la pra chegar até mim. 'Amor, o que você comprou pra mim?'
'Pepsi twist' Ele respondeu e aproveitando o momento aturdido da P-U-T-A, parou ao meu lado, passou a mão na minha cintura e me obrigou a começar a caminhada de volta à nossa mesa.
'Ciumenta' Ele disse.
'Da próxima vez não te salvo' Dei língua. 'Me dá minha Pepsi' Arranquei a latinha da mão dele 'Quem é aquele lá?' Apontei pra um moço falando com os garotos.
'O dono daqui' Senti ele enrijecer e apertei sua mão.
'Não fique nervoso, vamos lá'
Mas antes que chegassemos lá, o cara tinha ido embora e apenas encontramos os garotos com olhos arregalados.
'O que houve?' perguntou.
'Tem olheiros aqui, dude!' esganiçou.
'Olheiros?' Eu perguntei, vendo se jogar na cadeira.
'Pessoas de gravadora, amor' me respondeu, puxando-me para sentar em seu colo.
'Ow! Que massa!' Eu comemorei, mas pela cara dos meninos, eles não concordavam comigo. 'Ahn...' Eu tentei acabar com a tensão. 'Que hora que vocês vão tocar?' Piorei as coisas, não foi?
‘Daqui a pouco’ respondeu, com cara de cansado. ‘Vamos pro backstage, guys?’
, e se levantaram e seguiram pra uma portinha do lado do palco. Eu os admirei indo até que precisei me concentrar em outra área: O pescoço.
‘Vamos?’ Ele me perguntou. Eu saí do colo dele e ele passou o braço pelos meus ombros, beijando minha testa. Passei meu braço pela cintura dele e sorri. Tinham umas cinco garotas me encarando com vontade de me matar, mas quem se importa?
Nós passamos pela portinha e caminhamos por um corredor de saletas até que escolheu uma e entrou.
Ingresso pra ver o show, quinze libras libras. Pepsi twist, duas libras, ver o vomitar e choramingar feito uma garotinha, não tem preço. Para todas as outras coisas, existe Mastercard (merchan aeae)
Eu pus a mão na boca.
‘O que foi?’ me perguntou, dividido entre zoar o com seu balde e cuidar de mim.
‘Ou eu saio daqui’ Eu disse ‘Ou o vai ter que dividir o balde comigo’
riu da minha cara de nojo e me puxou pelo ‘camarim’ até uma portinha que eu vim a descobrir ser o banheiro assim que ele a abriu. Como ele sabe dessas coisas?
‘Estomago fraco, huh?’ Ele riu, fechando a porta atrás de si. Eu me sentei na bancada da pia, respirando o máximo que podia para controlar o enjôo, mas me faltava ar.
Oi, , será que você pode dar dois passinhos pra trás? Estou enferma!
‘Muito fraco’ Eu respondi, tentando respirar.
‘Você é uma caixinha de surpresas’ Ele sorriu, encaixando-se entre as minhas pernas e me abraçando pela cintura, me fazendo tremer.
‘Huh?’ Foi o que eu me dignei a dizer.
Ele riu, colando nosso lábios num selinho.
‘Frágil, ciumenta...’ A mão dele se posicionou na minha coxa e subiu em direção aos glúteos, me fazendo arfar ‘Sexy...’ Terminou, mordendo meu lábio inferior.
Eu sorri, passando meus braços pelo pescoço dele.
...’ Eu o chamei, de olhos abertos, desgrudando nossos lábios, mas mantendo a distância mínima entre nossos rostos. Ele resmungou. ‘Posso te fazer uma pergunta?’
‘Quantas quiser’ Ele beijou meu queixo, ainda de olhos fechados.
‘Por que eu?’ Eu perguntei. Ele abriu os olhos, me encarando com os magníficos globos que me faziam delirar cobertos de confusão ‘Quero dizer... Você poderia ter qualquer garota que...’
‘Shiu!’ me calou, pondo um dedo nos meus lábios ‘Eu poderia ter qualquer uma, se você diz, então qual o problema de querer a melhor?’ Eu corei, fazendo-o rir. Não me achava a melhor, eu nem ao menos me achava digna do namorado que eu tinha, muito menos a melhor! ‘Você me encantou desde o primeiro momento, quando você entrou na sala de aula no primeiro dia, enrolada com um fone de ouvido e a mochila. Você jogou a mochila no chão e fez um barulho imenso!’ Eu ri, avermelhada e escondi meu rosto na curva do pescoço dele ‘Só não entendo o que você vê em mim, de verdade. Eu só sou um cara maloqueiro, estranho, que acha que a coisa mais certa pra vida é uma banda de rock!’
Okay. O fato de que eu não consigo ver algo decente em mim era aceitável, mas não ver o que ele tinha de bom era cegueira. Qual é, ele não tinha espelho em casa?
Hm, ele tinha sim.
‘Você tem bonitos olhos!’
me olhou com a cara mais indignada do mundo e eu tive que me segurar muito pra não cair na gargalhada na frente dele.
‘Eu te faço uma declaração linda dessa e você me diz que eu tenho bonitos olhos?’ Ele fez bico e eu lhe apertei as bochechas. não era um fofo?
‘Eu estava brincando’ Eu disse, rindo, assim que conseguiu me fazer largar suas bochechas ‘Você... Sei lá... Aw, eu não vou falar isso!’ Eu corei
‘Falar o quê?’ Ele me perguntou, com os brilhando.
Oh, Gosh, não faz isso comigo ou eu não respondo corretamente pelos meus futuros atos!
Corei mais ainda tentando formular uma frase que se adequasse e mordeu-me uma bochecha, tentando me encorajar. Sem sucesso, é claro.
‘Eu te acho tão...’ Eu tampei metade do meu rosto com a mão, envergonhada ‘...Perfeito’ sorriu abertamente pra mim e eu me senti segura ao continuar ‘...Que eu acho que a qualquer momento eu posso acordar e descobrir que você preferiu estar com outra garota mais bonita ou seu lá’
riu.
‘Ninguém me faria olhar pra outro rosto que não seja o seu, ’ Ele disse.
Eu sorri, ainda envergonhada demais e ele me beijou, puxando-me mais pra perto – se é que era possível –, passando a mão pelas minhas coxas.
Ar, ar, onde está você?
TOC TOC
Por que DIABOS tinha que ter algum ser IDIOTA interrompendo bem nesse momento?
‘’Tá na hora, ’ Ouvi a voz de dizer. Eu o mataria assim que pudesse ‘’Bora!’ Apressou.
encostou a cabeça em meu colo (pra quem não sabe, colo são os seios) e suspirou pesadamente, enquanto eu passava os dedos por seu coro cabeludo, massageando-o.
‘A gente pode conversar depois, não pode?’ Ele perguntou, fazendo dengo.
‘Claro que podemos’ Eu ri. ‘Vai lá fazer seu show que eu vou me infiltrar no meio das histéricas, ok?’
Ele riu.
‘Okay.’

Dez minutos depois, eu estava no meio da platéia fugindo de um cara inconveniente, que estava tentando se esfregar em mim, enquanto tomava meu Sex on the beach, pulando (e derramando a bebida) ao som de Broccoli.
Eu estava admirada. Como eles eram bons! Toda a galera estava pulando, tentando cantar ou, pelo menos, balançando a cabeça. Meu peito estufou de orgulho não só de (principalmente), mas daqueles quatro meninos corajosos e talentosos.
Yeah, eles tinham futuro.
O show acabou com 5 colours in her hair e eu achei que tinha escutado uma menina falar que pintaria o cabelo de cinco cores só por causa daquilo. Me afastei das garotas loucas que surtavam antes que eu voasse em cima de uma delas por causa de .
Ciúmes, pra que te quero?
Tinham vinte minutos que o show havia acabado e nenhum dos meninos havia saído ainda. O que será que tinha acontecido?